06JUN

Nossos cases, Nossas Histórias: Jogadora de vôlei relata sua trajetória como atleta profissional na CDL Lajeado

Em uma iniciativa do núcleo Jovem da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), a jogadora de vôlei Eduarda Gerhard foi a convidada da reunião-almoço Nossos Cases, Nossas Histórias realizada nesta quinta-feira na sede da entidade. Aos 26 anos, a jovem apresentou um relato de sua trajetória no esporte, comentando experiências, renúncias e oportunidades que a levaram de Arroio do Meio, onde iniciou aos 12 anos jogando na escola, para Israel, onde competiu na última temporada.

Eduarda contou que aos 15 anos já integrava a seleção gaúcha de vôlei e que após seu destacado desempenho na competição nacional daquele ano, foi convidada a se juntar a uma equipe em São Paulo. A partir daí a carreira como jogadora se consolidou e ela passou por diversos times nacionais, com os quais disputou temporadas da Superliga A e B, até que, por intermédio de um empresário, foi contratada para competir na França, onde permaneceu por duas temporadas, e de lá transferiu-se para Israel. Ao comentar sobre as dúvidas e medos que surgem a cada mudança, além dos desafios de estar em outro país, como cultura, língua, relacionamentos e alimentação, Eduarda creditou ao apoio da família parte de sua persistência e condições de prosseguir, mas reconheceu que muito de sua história se deve à satisfação por fazer o que gosta e a consciência das limitações e oportunidades que surgem a partir das escolhas que se faz. Descrevendo sua trajetória, ela resumiu: “Arriscar. Não ter medo de fazer”.

A jogadora ainda apontou algumas diferenças percebidas no voleibol do Brasil e no do exterior. Segundo ela, nosso país é muito instável no esporte, especialmente no que diz respeito a patrocinadores e investimentos nos clubes, o que não se observa lá fora. No entanto, continua sendo um dos melhores do mundo em níveis técnicos, o que garante credibilidade às atletas que optam por trabalhar em times de outros países. Ao passo que são vistas com respeito e admiração, as jogadoras brasileiras recebem doses extras de cobrança, afinal são remuneradas para a atividade e, assim como em qualquer outro trabalho, precisam se dedicar e mostrar resultados. Eduarda também comentou que, ao contrário do Brasil, a rotina de treinos e calendário de competições não são tão intensos, permitindo que se estude ou até mesmo se tenha outro emprego paralelo.

Para finalizar, a jogadora recomendou que, sempre que possível, se apoie e estimule atletas que demonstrem vontade e capacidade de seguir em qualquer esporte, pois não se trata apenas de um hobby e sim de uma atividade na qual eles podem vir a se tornar grandes profissionais. Para exemplificar, citou seu próprio case: “O esporte muda vidas. A gente não tem ideia da dimensão onde ele pode nos levar. O vôlei me abriu muitas portas”.

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