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CDL Lajeado e AGV: Referências da NRF são compartilhadas em workshop para empresários

“O varejo não vai acabar, mas também nunca mais será o mesmo. Essa é a grande conclusão da NRF”. Afirmações como essa foram compartilhadas com o público de mais uma edição do projeto Negócios em Pauta, do Jornal A Hora, nesta quarta-feira (21), na sede da Associação Comercial e Industrial de Lajeado. Os convidados para falar sobre o futuro do varejo e as tendências relacionadas à loja física e e-commerce foram o presidente da CDL Lajeado, Heinz Rockenbach e esposa Lizete Kronbauer, juntamente com a diretora executiva Soraide Gräf, e o presidente da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo (AGV), Ricardo Luís Diedrich. Pautado na participação dos empresários e dirigentes à NRF 2019 Retail’s Big Show, em janeiro, o workshop teve a mediação de Fernando Weiss e oportunizou a explanação de informações sobre as palestras assistidas, as ideias a partir de visitas técnicas a grandes lojas e até depoimentos sobre experimentação de compra.

A NRF 2019 Retail’s Big Show é a maior feira mundial do varejo e ocorre anualmente em Nova Iorque. Ao contrário do destacado em edições anteriores, quando se alertava que robôs substituiriam os seres humanos e que as lojas digitais acabariam com as físicas, a NRF deste ano mostrou que as pessoas continuam tendo papel fundamental nas atividades do varejo e que os dois meios de atendimento são complementares e devem andar lado a lado. Questionado por onde começar, Rockenbach afirmou que, “nós já começamos”. Embora de forma incipiente, algumas empresas já estão atentas, a exemplo de vendas que já acontecem via redes sociais. “Esse é o caminho da inovação. O digital, o e-commerce, isso não têm volta. Mas o físico também é fundamental, ter os dois, porém precisamos avançar para alcançar mais resultados”. Lizete complementou observando que, a partir da própria experiência, a implementação costuma ser trabalhosa e difícil. “Há diferentes oportunidades no mundo virtual, entre as quais estruturar o próprio e-commerce e ter seus produtos em plataformas de vendas. Cada um tem que identificar o que é melhor e persistir, apesar de custos, programas que não se conversam, para citar algumas das dificuldades que fazem com que a gente demore muito para fazer acontecer”, observou. Para ela, “chegamos num ponto em que, ou fazemos, ou seremos atropelados”.

Para o presidente da AGV, é necessário fazer da loja um templo, onde os clientes queiram estar e comprar. “E isso vale para o colaborador também. Se ele vai fazer um lanche, tem que ter um lugar legal, ele precisa se sentir bem para estar lá”, advertiu. Conforme Diedrich, é importante ficar atento a mudanças na gestão e na prática do relacionamento em equipe e com os consumidores: “se antes havia competição, hoje é colaboração. No passado a regra era a repetição, hoje se sobressai quem inova, e ao invés de controle, hoje tem que imperar a confiança”.

Exemplos como o modelo “loja dentro de loja” da Starbucks (produto principal café) e da performance digital/física da Amazon (livros) foram alguns dos apresentados à plateia como inspiração. E para entender melhor tudo isso, nada melhor do que tornar-se um consumidor e experimentar. Soraide contou sua experiência pessoal na compra de um robô de limpeza doméstica. Fez a aquisição pelo site à meia noite e no outro dia cedo de manhã recebeu e-mail informando que já poderia retirar a mercadoria na loja. “Porém, tivemos um dia corrido, e fiquei sem bateria no celular. Mas fui assim mesmo no local e expliquei não ter como mostrar o comprovante no celular”, contou. Para sua surpresa, bastaram breves minutos para estar com a mercadoria em mãos, mediante o nome e a apresentação do passaporte. “Eu assinei um ticket de recebido e fui embora, tudo muito rápido e simples, mostrando o atrito zero na relação com o consumidor”.

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